22 de junho de 2016

Assisti Jessica Jones! E não gostei.

Sei que estou ATRASADÍSSIMA NO HYPE, mas quis escrever sobre isso mesmo assim. Esta postagem contém spoilers do seriado, ok? 



No final de 2015 a Netflix estrou mais uma série em parceria com a Marvel: Jessica Jones. Muitas pessoas surtaram nas redes sociais “MEUDEUSDOCÉU, JESSICA JOOOOOONES” e eu QUENHÉ JESSICA JONES?
Não sou muito ligada no universo de HQ’s e super-heróis, mas resolvi assistir porque fiquei curiosa com a premissa. Jessica Jones é uma detetive que tem habilidades extraordinárias e está sofrendo estresse pós-traumático devido relacionamento abusivo com o seu último namorado (Kilgrave). Um problema que acontece milhares de mulheres enfrentam diariamente, certo? Não tem como uma história dessa dar errado, no sentindo de empatia, certo? Eu também pensei assim, mas... Comigo a catarse não rolou. Comecei a ver a série em dezembro, assisti alguns episódios, depois terminei de ver  só agora. Precisei de seis meses e muita paciência e aqui falo porque a série não me pegou.


Enredo arrastado
Raramente começo AMAR LOUCAMENTE uma série no primeiro episódio. Mas no caso de Jessica Jones, quando eu cheguei no sétimo capítulo (são treze no total) pensei: POR QUE TANTA ENROLAÇÃO?
Eles enfiam várias tramas paralelas para deixar a história mais robusta e acrescentar mais dimensão na série, mas achei que foi pra encher linguiça. A trama amorosa da advogada Jeri Hogarth que não serviu de nada. Aquele policial CHATO PRA CARAMBA que surta com as pílulas, daí quer matar a Jessica. De onde esse cara veio? Por que ele tava ali? NÃO ENTENDI O PROPÓSITO. Os vizinhos CHATOS!





Clichés ruins
Sério mesmo que colocaram o negro-amigo-parceiro-para-todas-as-horas como o viciado em drogas do pedaço? Sério mesmo que fizeram a vilã da série lésbica? Só reforço de estereótipos que essas minorias enfrentam sempre. Negro drogado, lésbica má insensível. SABE? To sendo politicamente correta demais? Não sei. Mas cada vez que a série ia para esse lado, eu bufava enquanto assistia.


Heroína ou justiceira? + Krysten Ritter




Esse dilema que Jessica vive, não sabe se quer ser heroína e salvar as pessoas ou se quer apenas sua vingança contra o Kilgrave, não me comprou. A atuação da Krysten Ritter ficou a desejar... Algumas cenas ela estava muito boa, os olhares, tom de voz. Mas depois fiquei impaciente, achei tudo meio forçado, muito milimetricamente dirigido, sabe? Amiga dela, Patsy, que também achei bem chatinha, me convenceu muito mais em algumas cenas do que a própria Jessica. Achei uma interpretação insossa. Vocês me perdoem... Tem muito a melhorar, um pouco mais de espontaneidade. 

Bom, e o que eu gostei? David Tennant como Kilgrave está SOBERBO. Além de manipular as pessoas no seriado ele manipula o espectador. Uma atuação realmente brilhante e roubou a cena. 




E é sempre bom ver Netflix e Marvel investindo em protagonistas femininas. Mesmo que não tenha gostado da história, não é de todo ruim, a série levanta sérios pontos a serem discutidos. Durante novembro/dezembro vi inúmeras discussões nas redes sociais e depoimentos de mulheres que passaram por essa manipulação que a personagem sofre. Jessica Jones não tem apelo sexual, não existe aquela erotização pesada em cima das mulheres que estamos acostumadas a assistir, principalmente em filmes/séries de super heróis. E ao mesmo tempo, tem cenas EXTREMAMENTE ERÓTICAS entre Jessica e Luke Cage e você fica MEUDEUSQUEFOIESSACENA? Eu amei, sério. 

Netflix já confirmou a segundatemporada de Jessica Jones, mas fico me perguntando o que vai sustentar mais treze capítulos sem Kilgrave? O passado da personagem que não foi revelado? Mas será que precisa de tantos capítulos assim? E esperar pra ver... 



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